ARTESP e concessionárias alertam sobre esclerose múltipla nas rodovias paulistas

No Brasil, há cerca de 40 mil registros da doença



Neste mês, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) e as 20 concessionárias de rodovias paulistas estão apoiando a campanha educativa da AME (Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose) para ampliar a divulgação sobre a importância do diagnóstico precoce da Esclerose Múltipla, como tema do "Agosto Laranja".

O Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla foi instituído por lei federal, n 11.303 de 11/05/2006, e é celebrado em 30 de agosto. Em apoio à campanha, os 377 painéis de mensagens variáveis (PMVs) instalados em pontos de grande movimentação das rodovias paulistas concedidas exibirão o alerta: "Agosto Laranja: Esclerose Múltipla, informe-se sobre a doença".


A esclerose múltipla afeta 40 mil brasileiros na faixa etária mais ativa da vida – entre 20 e 40 anos. Ainda assim, é pouco conhecida entre os cidadãos. Justamente por isso, amplo processo de conscientização vem sendo promovido por entidades médicas como a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e a Academia Paulista de Neurologia (APAN) sistematicamente, em especial nk mês de agosto, batizado de Agosto Laranja.


A ideia é criar laços entre as pessoas afetadas pela Esclerose Múltipla e as pessoas envolvidas na investigação científica e social sobre a doença. É uma enfermidade neurológica autoimune e pode afetar diversas partes do sistema nervoso central (cérebro, cerebelo, tronco cerebral e medula).


“Dependendo da área afetada, o paciente pode ter alteração da visão, amortecimento ou perda de força em uma parte do corpo, entre outros sintomas. Estes sinais duram mais de 24 horas e nós os denominamos como surto, que são a característica da doença”, destaca a neurologista Mônica Parolin, da ABN.


A médica afirma que o diagnóstico é de extrema importância para dar início ao tratamento o mais rápido possível. Atualmente existem vários tipos de tratamento, no entanto, a indicação de qual deles melhor se adequa a determinado paciente depende das especificidades de cada paciente, pois são muitas variáveis e a decisão deve ser tomada entre o neurologista e o enfermo.


“É preciso lembrar que a maioria dos pacientes possui uma vida normal ou bem próxima disso. É imprescindível conscientização da população e da classe médica para a doença que ainda não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada, principalmente no início”, ressalta a neurologista.


“Hoje as pesquisas são inúmeras e eu falo sempre aos meus pacientes que é expressamente proibido não ter esperança”, conclui, Mônica Parolin.

APAN | Associação Paulista de Neurologia

Assessoria de imprensa 

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