Doença do Alzheimer: muito além do exercício da memória

A doença ainda não tem cura, mas a família pode buscar informação e ajuda de uma equipe que auxilie a amenizar seus sintomas. Alimentação saudável contribui com a prevenção.



Sabe-se que metade das pessoas com mais de 85 anos irão desenvolver Alzheimer. Ainda não existe a cura para a doença, porém, há esperanças de que dependendo da alimentação e estilo de vida, pode-se reduzir em até 53% o risco de desenvolver Alzheimer.


Ela tem esse nome em homenagem ao neurologista alemão Alois Alzheimer, que foi o primeiro médico a descrever essa patologia, com seus sintomas e detalhes. De forma geral, o mal de Alzheimer atinge aos pacientes de mais idade, sendo que menores de 65 anos de idade também podem ter a doença. Nesses casos, a condição é chamada de Alzheimer precoce.


O médico geriatra Roberto M. Betito faz parte do corpo médico do Santorini Residencial Sênior e Hotel, e lida diariamente com residentes e familiares. Segundo ele, a doença de Alzheimer não é somente uma doença da memória. Apesar da perda gradual de memória ser sua característica principal, as alterações de comportamento são extremamente comuns e igualmente importantes, além de serem a principal fonte de estresse para os familiares e cuidadores.


“É também o principal motivo pelo qual as famílias buscam uma instituição de longa permanência. É sempre importante salientar que as alterações de comportamento não são algo contra um familiar ou contra a cuidadora de idoso, mas sim manifestações esperadas da doença. É como pedir para uma pessoa com pneumonia não tossir, ou para quem se machucou não ter dor. As manifestações surgirão independentemente da nossa vontade, da vontade do paciente, ou mesmo da sua personalidade prévia, em algum momento”, explica o médico.

Na fase inicial da doença, a apatia, a depressão e a ansiedade são mais comuns. Apesar das duas últimas serem passíveis de melhora com medicações, não existe ainda a cura. Com o avançar da doença, pode haver melhora ou resposta ao tratamento dessas condições, e o surgimento de uma grande variedade de quadros, como o comportamento de vaguear, se perder e ficar agressivo quando é confrontado.


“É um momento difícil para a família conduzir sozinha e lidar com as emoções. Existe, para estes casos, a educação em geriatria para administrar estes tipos de cenários e a família precisa buscar ajuda de uma equipe que dê auxílio a todos os envolvidos nessa árdua missão”, esclarece o médico geriatra.

Alzheimer e dieta preventiva


Existe um meio de prevenir o Alzheimer ou retardar seu aparecimento? Um estudo realizado por mais de 20 anos que analisou alimentos que contribuem para a saúde do cérebro na Universidade Rush, em Chicago (EUA), demonstrou que a alimentação pode nos ajudar a reduzir as chances de desenvolver a doença e desacelerar as perdas cognitivas (perda de memória, por exemplo) que acontecem com o passar da idade.


Batizada de “Mind”, a dieta sugerida pela pesquisa é uma junção da Dieta do Mediterrâneo com a dieta DASH (sigla em inglês que traduzida significa “Abordagem Dietética para parar a Hipertensão”).


Os nutrientes que apresentam as maiores evidências na prevenção da doença de Alzheimer e da degeneração cognitiva são a vitamina E, vitaminas do complexo B (B9 – ácido fólico e B12) e DHA (ácido docosaexaenoico, componente do ômega-3).


A vitamina E é encontrada em óleos vegetais, castanhas, sementes e grãos integrais; o DHA está presente em peixes e frutos do mar (também pode ser consumido como suplemento). Já a vitamina B9 ou ácido fólico é encontrada em folhas de cor verde escura. A vitamina B12 sofre diminuição da absorção devido às mudanças fisiológicas do envelhecimento. Por isso, muitas vezes deve ser suplementada, mas ela é adequada nas dietas de quem consome carnes, ovos e laticínios. O médico geriatra Roberto M. Betito ressalta que a alimentação saudável é importante sempre e alerta para os cuidados ao adotar dietas sem recomendação médica.


“Devem ser evitados alimentos que afetam o cérebro de forma negativa como aqueles que possuem excesso de gordura saturada como frituras, queijos amarelos, doces, bolos, tortas e folhados”.

A dieta adequada e personalizada para cada residente é um dos diferenciais do Santorini Residencial Sênior e Hotel, que conta com uma equipe multidisciplinar para atender os diferentes tipos de pessoas.



Santorini Residencial Sênior e Hotel


O residente bem conduzido por cuidadores capacitados conseguirá uma melhor evolução clínica e qualidade de vida. Por isso, o Santorini Residencial Sênior e Hotel, especializado no cuidado de pessoas da terceira idade, desenvolveu um novo ambiente com o conceito terapêutico e caracterizado pelo extremo cuidado, liberdade, boa saúde física e mental dos seus moradores. O Santorini Residencial Sênior e Hotel é um convite a viver os bons momentos da terceira idade.


Com o propósito de proporcionar aos hóspedes uma extensão da sua casa em um ambiente familiar com tranquilidade, carinho, segurança, monitoramento 24 horas e bem-estar, o Santorini Residencial Sênior e Hotel está localizado em uma das mais belas estâncias climáticas do país, Águas da Prata, SP, no centro da cidade, em uma ampla área de 5 mil metros quadrados, oferecendo cuidados especializados e segurança para quem pensa no bem-estar de seus familiares ou para quem pretende desfrutar de conforto e amparo profissional, antes e depois da aposentadoria.


Médico responsável - Dr Roberto M. Betito – médico geriatra


CRM - SP 96.441 | RQE 31198 - CRM - MG 72.336 | RQE 38562


Fonte: G1