Estado de SP revisa registros e confirma 25 casos da variante brasileira do coronavírus

Segundo secretário da Saúde, nova análise afastou suspeita pela variante do Reino Unido. Dos 25 casos da variante brasileira, conhecida como P1, 16 são pacientes que não viajaram ao Amazonas ou tiveram contato com pessoas do estado, sendo 12 em Araraquara, que decretou lockdown por 15 dias.



Uma revisão nos registros de contaminação por Covid-19 em São Paulo afastou a suspeita de circulação da variante do Reino Unido e confirmou 25 casos da variante brasileira, conhecida como P1, sendo 16 deles autóctones, ou seja, pacientes que não viajaram ao Amazonas ou tiveram contato com pessoas do estado, segundo informou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, nesta segunda-feira (15).


“Nós temos, já na cidade de São Paulo, no município de São Paulo, uma pessoa. Nós tivemos na região de Araraquara 12 [casos], e na região de Jaú, três [casos]. Portanto, são 16 casos autóctones", afirmou Gorinchteyn em entrevista ao Bom Dia São Paulo.


Ainda de acordo com o secretário, a revisão dos registros foi realizada entre a noite deste domingo (14) e a manhã desta segunda (15) e foi afastada a possibilidade de circulação da variante do Reino Unido.


"Agora pela manhã, por coincidência, a pesquisadora Ester Sabino [da USP] nos comunicou que das três cepas que haviam sido colocadas como cepas britânicas, elas foram resequenciadas e afastou-se a possibilidade da cepa britânica. Porém, se aumentou as estatísticas. Nós tínhamos oito casos em Araraquara para a cepa P1, que era do Amazonas, e elas passaram a consagrar como 12 cepas. Portanto, mais quatro cepas da P1", disse ele.


Em entrevista à GloboNews na noite deste domingo (14), o secretário chegou a afirmar que o Instituto Adolfo Lutz havia confirmado, em Araraquara, três casos da nova variante do coronavírus do Reino Unido, e que o estado poderia tomar medidas mais restritivas para conter o avanço de casos.


Os dados passaram por uma nova análise e as suspeitas foram descartadas.


"Felizmente essa mostra britânica não está circulante, mas ao invés de oito casos que haviam sido documentados para Araraquara, se passou para 12 casos da variante P1. Isso últimos dados que foram estratificados agora de manhã", disse o secretário.


Ele explicou que esse tipo erro pode ocorrer e que, por conta dessas variáveis, são feitas novas análises. "Sequenciamento do material genético pode dar alguma modificação e precisam passar por alguma calibragem", afirmou.


Casos autóctones da variante brasileira: 16

  • 12 Araraquara

  • 1 São Paulo

  • 3 Jaú


Total de casos da variante brasileira: 25

  • 12 Araraquara

  • 9 São Paulo

  • 3 Jaú

  • 1 Águas de Lindoia


Araraquara está na fase vermelha do Plano São Paulo e apenas os serviços essenciais podem funcionar e decretou lockdown por 15 dias para tentar frear a transmissão do coronavírus.


No sábado (13), a Prefeitura de São Paulo tinha confirmado o primeiro caso da variante brasileira, que teve o primeiro caso de contaminação confirmado em Manaus, em uma paciente que vive na cidade e não esteve na capital do Amazonas.


O caso identificado apresentou sintomas leves e não precisou de internação. O exame foi realizado pelo Instituto de Medicina Tropical da USP.


Medidas


O secretário destacou que o número de mortes no estado é semelhante ao ocorrido em julho e agosto. Ele diz que o que preocupa sobre essas novas variantes é o comprometimento de pacientes jovens sem comorbidades.


Jean afirma que o governo estadual poderá tomar medidas mais restritivas nas regiões que apresentarem índices elevados de contaminação pela nova variante da Covid-19.


“Nós continuaremos seguindo os índices da saúde. Todos os dias avaliamos o número de casos, número de internações de Unidades de Terapia Intensiva e número de óbitos. Se qualquer região mostrar uma velocidade de ascensão dos números, serão tomadas pontualmente medidas locais que façam realmente uma contenção da circulação do vírus", disse.


Ainda de acordo com o secretário, o estado também estuda aplicar uma nova redução no parâmetro de taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na fase vermelha.


No final de janeiro, quando o governo colocou todo o estado na fase vermelha da quarentena aos finais de semana, foi feita uma redução no índice, que passou de 80 para 75%.


“Se, porventura, nós também notarmos uma ascensão mais rápida, como é algo que se prevê, talvez a gente abaixe ainda mais esse índice para 70% e, com isso, dê essa tranquilidade, essa margem de folga”, afirmou.


Neste domingo, centenas de jovens se aglomeraram na Praça Roosevelt, no Centro de São Paulo. Também foram registradas baladas na Zona Oeste da cidade, sendo 11 interditadas pela Vigilância Sanitária do estado.


Fonte: G1

APAN | Associação Paulista de Neurologia

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