II Congresso Brasileiro de Neurogenética reúne quase dois mil participantes

Encontro da Academia Brasileira de Neurologia ocorreu de forma on-line, com organização da APM



Da Redação


Entre 11 e 13 de março, o II Congresso Brasileiro de Neurogenética, da Academia Brasileira de Neurologia, ocorreu de forma virtual pela primeira vez, reunindo quase dois mil participantes, dezenas de mesas e palestrantes. O evento foi organizado pela Associação Paulista de Medicina.


Durante a cerimônia de abertura, o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, foi o primeiro a falar, lembrando que o Congresso estava previsto para março de 2020, quando o Brasil foi impactado pela pandemia de Covid-19, exigindo esforço e readaptação dos organizadores.


Carlos Roberto Rieder, presidente da ABN, aproveitou a ocasião para parabenizar o trabalho do Departamento Científico de Neurogenética da entidade, que também conseguiu incluir novos genes no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar.


A presidente do Congresso, Sarah Teixeira Camargos, ainda lembrou as mudanças por conta da Covid-19: “Nos tornamos resilientes à incerteza. A ‘Ode à Alegria’ [tocada durante a abertura] é simbólica, pois hoje alegria e ciência são sinônimas”.


Encerramento

Após três dias de evento, percorrendo os grandes temas de interesse da Neurogenética, houve uma breve solenidade de encerramento, na qual os membros da comissão organizadora falaram. Fernando Kok agradeceu a presença de todos no que definiu como uma maratona muito prazerosa.


José Luiz Pedroso agradeceu à ABN pela oportunidade e apoio em todos os aspectos, e à APM, pelo excepcional trabalho na organização. “A dupla realmente nos mostrou um trabalho exemplar. Também agradeço aos participantes e professores espetaculares.”


Jonas Saute ressaltou que o Congresso foi feliz em conseguir manter discussões de alto nível entre os participantes. “Tivemos palestras muito boas e um nível similar – se não melhor – em relação ao conteúdo das discussões.”


Marcondes Júnior ressaltou o crescimento deste evento em relação ao primeiro encontro da área, em 2016, feito na APM. “Também quero dizer que vivemos uma fase muito complicada no País, e esse evento foi bom para sairmos por alguns momentos disso. Nos divertimos discutindo casos, ciência e interagindo virtualmente com os colegas.”