Novas perspectivas de tratamento à Esclerose Lateral Amiotrófica


A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior do cérebro e no segundo neurônio motor inferior da medula espinhal. Extremamente rara e rápida, segundo dr. Acary Oliveira, professor afiliado da disciplina de Neurologia da Escola Paulista de Medicina e membro da diretoria da Associação Paulista de Neurologia (APAN), o período entre seus primeiros sintomas até o falecimento leva de três a cinco anos.


Responsável por uma degeneração grave, a ELA dá seus sinais iniciais através de fraqueza muscular, podendo esta manifestar-se na mão, perna ou na região da garganta. Seu final é caracterizado por uma paralisia motora generalizada, ou seja, além de não conseguir movimentar os membros do corpo, o paciente com a doença tem dificuldades severas em falar, respirar e deglutir, precisando de suporte ventilatório e sonda gástrica. Apesar de tudo, sua consciência continua preservada.


De acordo com dr. Acary, a enfermidade não tem uma origem única e específica que a justifique: “Se trata de um fenômeno de múltiplas causas. Alguns fatores podem influenciar, mas, uma vez que estamos falando de uma patologia esporádica, não existe regra. Do mesmo modo, ainda não se tem formas definidas de prevenção. Por isso, devemos procurar pela saúde em sua plenitude: um estado de bem-estar físico, mental, espiritual, social e jurídico”.


Novos Tratamentos e Neurologia Molecular


Pesquisas terapêuticas têm, normalmente, prazo pré-estipulado de apenas 10 a 12 meses para se mostrarem efetivas a partir da evolução clínica do paciente. Por seu veloz processo de instalação, sintoma e morte, a esclerose lateral amiotrófica permite rápida investigação de efetividade de tratamentos medicamentosos que ainda estão em fase de avaliação, sendo frequentemente usada para teste.


“Existem várias propostas de drogas sendo pensadas para a doença por meio das vias oral, subcutânea e venosa. Hoje, temos uma perspectiva bem interessante de tratamento através de neurologia molecular para inibir a morte do neurônio. Por enquanto, em relação a ELA, são só tentativas. Porém, com o tratamento uma vez iniciado, se conseguirmos modificar a história natural de comprometimento da enfermidade, estaremos frente a uma descoberta poderosa que será muito útil em programas regenerativos. Já conseguimos realizar isso, de certo modo, na atrofia muscular espinhal. Por isso digo: não é futuro, é presente”, explica dr. Acary.

APAN | Associação Paulista de Neurologia

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