Síndrome do Coringa afeta pessoas na vida real


Joaquin Phoenix interpreta o mais conhecido vilão do Batman em novo filme (Reprodução/Instagram)

Mesmo que você ainda não tenha assistido ao filme Coringa nos cinemas, deve conhecer a característica mais marcante do personagem: o riso incontrolado e, em alguns momentos, diante de situações nada engraçadas. Ainda que não haja confirmação de que o vilão sofre de qualquer doença, uma condição neurológica rara tem esse comportamento como um dos principais sintomas.


De acordo com o neurocirurgião e neurocientista Fernando Gomes, a condição do Coringa é conhecida como síndrome pseudobulbar . "Entre as características mais marcantes da doença estão dificuldade para falar e para engolir adequadamente, alteração na movimentação dos músculos da face e da língua e labilidade emocional: riso ou choro inadequados, exagerados ou desproporcionais a um evento", explica.


Ou seja, além de crises de riso que podem durar muito mais tempo do que o normal - ultrapassando, inclusive, o limite do confortável - pessoas que sofrem com o transtorno também podem reagir com lágrimas profundas a situações cotidianas.


O que pode causar a síndrome pseudobulbar ou labilidade emocional?


A condição, por si só, não é uma doença. Ela surge como uma reação a outras enfermidades, como doença de Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou entre pacientes que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC).


"Também existe a possibilidade de a síndrome se desenvolver após um trauma no crânio que cause lesões no cérebro", explica Fernando Gomes.


E quais tratamentos são possíveis para Síndrome do Coringa?


Infelizmente a condição não possui uma cura. Por outro lado, existem opções de reabilitação que podem permitir que o paciente conviva com a síndrome do Coringa sem que ela interfira em seu cotidiano.


"É importante uma abordagem multidisciplinar e reabilitação em cada ponto afetado? neurologia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia", orienta o médico. Além disso, medicamentos sintomáticos, como antidepressivos, podem compor o tratamento.

Fonte - iG Saúde

APAN | Associação Paulista de Neurologia

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