Epilepsia e qualidade de vida

A epilepsia é uma doença neurológica crônica, na qual ocorre uma predisposição persistente do cérebro para gerar crises epilépticas. Isto ocorre devido a uma descarga elétrica excessiva de um grupo de neurônios localizado em dada região do cérebro.


As crises podem ser rápidas ou prolongadas, com ou sem alteração da consciência, com fenômeno motor, sensitivo ou sensorial, entre outras características.

Estes quadros são classificados em focais e generalizadas, segundo os especialistas. As focais são aquelas que se originam de uma região limitada de um hemisfério cerebral. Já as generalizadas surgem em algum ponto do cérebro e rapidamente se distribuem atingindo os dois hemisférios do cérebro ao mesmo tempo”.

Para o diagnóstico clínico da epilepsia, são considerados os sintomas referidos pelo paciente e seus familiares. Logo após essa etapa, a realização do eletroencefalograma (EEG) confirma o tipo de crise e a ressonância magnética, em alguns casos, pode mostrar a causa da doença.

Na maioria das vezes, a causa não é determinada, pois tem origem genética. No entanto, em algumas situações, as crises podem advir de traumatismos cranianos, infecções e tumores do sistema nervoso central, distúrbios metabólicos, acidentes vasculares isquêmicos ou hemorrágicos, parasitoses, malformações do cérebro, uso de drogas ilícitas e abuso de álcool.

Toda crise convulsiva é epilética, mas nem toda crise epiléptica é convulsiva. A convulsão por definição é uma crise epiléptica com sintomas motores (abalos musculares).

Durante uma crise, o ideal é colocar o paciente deitado com a cabeça de lado, para facilitar a saída de secreção e evitar aspiração. “Não deve ser introduzido qualquer objeto na boca, não se deve tentar interromper os movimentos dos membros nem oferecer nada por via oral”, explica a especialista. “É preferível acionar o serviço de urgência ou telefone de algum familiar ou médico”.

Vale ressaltar, também, que pessoas com epilepsia podem praticar esportes, mas que, no entanto, algumas atividades físicas são contraindicadas ou devem ser realizadas com supervisão de outra pessoa, como atividades radicais (paraquedismo, asa delta, alpinismo, mergulho e esportes motorizados, por exemplo).

Com terapêutica correta, além da adesão e disciplina por parte dos pacientes, o tratamento da pessoa com epilepsia será um sucesso. Dessa forma, é possível conviver com a patologia sem interferir na qualidade de vida.

APAN | Associação Paulista de Neurologia

Assessoria de imprensa 

ACONTECE COMUNICAÇÃO INTEGRADA